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quarta-feira, 24 de dezembro de 2025
Boas Festas
segunda-feira, 27 de outubro de 2025
Acompanhamento online
Explicações e Tutoria
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sábado, 11 de outubro de 2025
Artigos sobre a implementação da UC de Sistemas Operativos e Virtualização em 2024-2025 e 2022-2023
Artigo sobre a implementação da UC de Sistemas Operativos e Virtualização em 2024-2025
-> E-book - Novos exemplos de Práticas Pedagógicas e Estratégias de Inovação Pedagógica no Iscte.
O meu artigo começa na página 221: https://www.iscte-iul.pt/assets/files/2025/09/15/1757948114115_Manual_boas_praticas_CP.pdf
Artigo sobre a implementação da UC de Sistemas Operativos e Virtualização em 2022-2023
-> E-book - Exemplos de Práticas Pedagógicas e Estratégias de Inovação Pedagógica no Iscte.
O meu
artigo começa na página 175: https://www.iscte-iul.pt/assets/files/2023/11/27/1701099834184_exemplos_de_praticas_pedagogicas_e_estrategias_de_inovacao_pedagogica_ebook.pdf
@Conceição Pereira, em acsov.pt
sábado, 30 de agosto de 2025
Finalmente na Universidade!
Os melhores alunos e o Ensino Superior
🎓 Os melhores alunos são, muitas vezes, os que mais sofrem no início do ensino superior.
Pode parecer estranho, até contraditório. Mas é verdade.
Aqueles que sempre tiveram as melhores notas, que nunca precisaram de ajuda no ensino básico e secundário, são frequentemente os que sentem maior dificuldade na universidade.
E porquê?
Porque o ensino superior é um mundo diferente:
-
O nível de dificuldade aumenta consideravelmente;
-
A forma de aprender muda — já não basta ouvir o professor;
-
Há mais liberdade, mas também muito mais responsabilidade;
-
As turmas são grandes, os professores não controlam presenças e o acompanhamento individual praticamente não existe.
O resultado?
Muitos alunos deixam de ir às aulas teóricas, não compram livros (porque “não é obrigatório”) e acabam por adiar tudo para os exames. Só que… quando chega a altura das provas, descobrem que os slides das aulas não chegam.
👉 E é precisamente aqui que os melhores alunos sofrem mais.
Não estão habituados a más notas. Não sabem lidar com o primeiro insucesso. Surge a frustração, a dúvida, até o medo de terem escolhido o curso errado.
Já os que vinham habituados a algumas dificuldades, lidam melhor com a situação. Pedem ajuda mais cedo.
Mas todos precisam de orientação: como estudar, como organizar prioridades, como preparar laboratórios e avaliações.
💡 É aqui que entra a tutoria.
Desde 2008, ajudamos estudantes de engenharia eletrotécnica, computadores e informática a encontrarem o caminho certo para o sucesso académico.
Disponibilizamos:
✔️ Apoio personalizado em diversas matérias;
✔️ Orientação prática para organizar o estudo;
👉 Se está a sentir que precisa de apoio — ou conhece alguém nessa situação — fale connosco. Não tem de enfrentar sozinho esta etapa.
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Leibniz e a matemática
Leibniz e as derivadas
Gottfried Wilhelm Leibniz nasceu em Leipzig em 1646 e estudou direito, teologia, filosofia e matemática na universidade local, tendo-se licenciado aos 17 anos. Depois de obter o doutoramento em direito, aos 20 anos, Leibniz ingressou no serviço diplomático e passou grande parte da sua vida a viajar pelas capitais da Europa em missões políticas. Em particular, trabalhou para evitar uma ameaça militar francesa contra a Alemanha e tentou reconciliar as igrejas Católica e Protestante.
O seu estudo sério da matemática só começou em 1672, enquanto estava em Paris numa missão diplomática. Aí construiu uma máquina de calcular e conheceu cientistas, como Huygens, que orientou a sua atenção para os desenvolvimentos mais recentes em matemática e ciência. Leibniz procurou desenvolver uma lógica simbólica e um sistema de notação que simplificasse o raciocínio lógico. Em particular, a versão do cálculo que publicou em 1684 estabeleceu a notação e as regras para encontrar derivadas que ainda hoje utilizamos.
Infelizmente, surgiu na década de 1690 uma terrível disputa de prioridade entre os seguidores de Newton e os de Leibniz sobre quem tinha inventado o cálculo primeiro. Leibniz foi até acusado de plágio por membros da Royal Society em Inglaterra. A verdade é que ambos inventaram o cálculo de forma independente. Newton chegou à sua versão do cálculo primeiro, mas, por receio de controvérsias, não a publicou imediatamente. Assim, a versão de Leibniz de 1684 foi a primeira a ser publicada.
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sexta-feira, 29 de agosto de 2025
Cauchy e Limites
Cauchy e Limites
Após a invenção do cálculo no século XVII, seguiu-se um período de livre desenvolvimento da disciplina no século XVIII. Matemáticos como os irmãos Bernoulli e Euler estavam ansiosos por explorar o poder do cálculo e ousadamente exploraram as consequências desta nova e maravilhosa teoria matemática sem se preocuparem muito com a correção completa das suas demonstrações.
O século XIX, pelo contrário, foi a Era do Rigor na matemática. Houve um movimento para voltar às bases da disciplina — para fornecer definições cuidadosas e provas rigorosas. Na linha da frente deste movimento estava o matemático francês Augustin-Louis Cauchy (1789–1857), que começou a sua carreira como engenheiro militar antes de se tornar professor de matemática em Paris. Cauchy pegou na ideia de limite de Newton, que tinha sido mantida viva no século XVIII pelo matemático francês Jean d’Alembert, e tornou-a mais precisa. A sua definição de limite lê-se da seguinte forma:
“Quando os valores sucessivos atribuídos a uma variável se aproximam indefinidamente de um valor fixo de modo a diferir dele o mínimo que se desejar, este é chamado o limite de todos os outros.”
Mas quando Cauchy usava esta definição em exemplos e provas, recorria frequentemente a desigualdades delta-épsilon. Uma prova típica de Cauchy começa com: “Designem-se por δ e ε dois números muito pequenos; …” Ele usava ε devido à correspondência entre epsilon e a palavra francesa erreur (erro), e δ porque delta corresponde a diferença.
Mais tarde, o matemático alemão Karl Weierstrass (1815–1897) estabeleceu a definição de limite exatamente como é apresentada atualmente nos livros de matemática.
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quinta-feira, 28 de agosto de 2025
ORAÇÃO DE SAPIENTIA
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Teorema Binomial e Triângulo de Pascal
O Teorema Binomial e o Triângulo de Pascal
📘 Teorema Binomial
O Teorema Binomial permite expandir potências de binómios, ou seja, expressões do tipo:
Segundo o teorema:
Onde:
-
é o coeficiente binomial
-
Os coeficientes indicam quantas combinações de k elementos se podem fazer a partir de um conjunto de n elementos.
🔺 Triângulo de Newton (ou de Pascal)
O Triângulo de Newton organiza esses coeficientes binomiais de forma triangular. Cada linha corresponde ao valor de e contém os coeficientes de .
Por exemplo, as primeiras linhas do triângulo são:
| 1 | |
| 1 1 | |
| 1 2 1 | |
| 1 3 3 1 | |
| 1 4 6 4 1 | |
Cada número é obtido somando os dois números acima dele no triângulo.
📌 Relação entre ambos
-
Os coeficientes do desenvolvimento do Teorema Binomial são precisamente os números que aparecem em cada linha do Triângulo de Newton.
-
Assim, o Triângulo de Newton é uma forma prática de encontrar os coeficientes de qualquer potência de um binómio sem fazer cálculos combinatórios.
✅ Exemplo
Os coeficientes correspondem à linha 3 do Triângulo de Newton.
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quarta-feira, 27 de agosto de 2025
Eletromagnetismo - pergunta de exame resolvida
ISEP, Exame de recurso em maio de 2025
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segunda-feira, 28 de julho de 2025
Newton e os limites
Newton e os Limites
Isaac Newton nasceu no dia de Natal de 1642, o ano da morte de Galileu.
Quando entrou na Universidade de Cambridge, em 1661, Newton não sabia muita matemática, mas aprendeu rapidamente lendo Euclides e Descartes e assistindo às aulas de Isaac Barrow.
Cambridge foi encerrada devido à peste em 1665 e 1666, e Newton regressou a casa para reflectir sobre o que tinha aprendido. Esses dois anos foram incrivelmente produtivos, pois foi nesse período que fez quatro das suas maiores descobertas:
(1) a sua representação de funções como somas de séries infinitas, incluindo o teorema binomial;
(2) o seu trabalho sobre cálculo diferencial e integral;
(3) as suas leis do movimento e a lei da gravitação universal; e
(4) as suas experiências com prismas sobre a natureza da luz e da cor.
Por causa de alguma controvérsia e críticas, foi relutante em publicar as suas descobertas e só o fez em 1687, com o apoio do astrónomo Halley, quando publicou os Principia Mathematica. Nesta obra, o mais importante tratado científico alguma vez escrito, Newton apresentou a sua versão do cálculo e usou-a para investigar mecânica, dinâmica dos fluidos, propagação de ondas e para explicar o movimento dos planetas e cometas.
As origens do cálculo encontram-se nos cálculos de áreas e volumes feitos por estudiosos gregos antigos como Eudoxo e Arquimedes. Embora aspectos da ideia de limite estejam implícitos no seu “método da exaustão”, Eudoxo e Arquimedes nunca formularam explicitamente o conceito de limite. Do mesmo modo, matemáticos como Cavalieri, Fermat e Barrow, os precursores imediatos de Newton no desenvolvimento do cálculo, também não usaram realmente limites. Foi Isaac Newton o primeiro a falar explicitamente sobre limites. Explicou que a principal ideia por detrás dos limites era que as quantidades “se aproximam cada vez mais, mesmo que por uma diferença mínima.”
Newton afirmou que o limite era o conceito básico no cálculo, mas coube a matemáticos posteriores, como Cauchy, clarificar as suas ideias sobre limites.




















